O quanto será que paramos pra pensar? Assim, num plano diário, quantos minutos por dia refletimos sobre o que pensamos e fazemos e como fazemos e pensamos? O nosso papel no lugar onde estamos, seja ele qual for, será que está de acordo com a nossa natureza?
A gente vem ao mundo sem ter noção de nada, aprendemos aquilo que nos é ensinado até certa época da adolescência, porém a partir daí, surge naturalmente à necessidade de avaliar melhor as situações que vivenciamos, ou seja, começamos a questionar tudo e a escolher o que queremos, escolher aquilo que nos preenche, é a formação da identidade.
A adolescência a meu ver é a fase inicial da qual se analisar bem teremos ainda por muito tempo, talvez a vida toda. Fase esta, que evoca os sentidos pessoais em contradição com o imposto pela sociedade, as regras. A grande diferença é que na adolescência nos expressamos a nosso favor, quando na fase adulta nos ocultamos para não quebrar padrões.
Quando digo quebrar padrões, não quer dizer que vamos ficar pelados por aí, comer chocolate o dia todo e utilizar apenas o sexo selvagem como forma de exercício diário, embora tudo isso seja menos prejudicial que dirigir bêbado e estuprar crianças.
Aqui falo de alguns padrões básicos do cotidiano, os quais nos dão a sensação de que estamos agindo errado se fizermos diferente algo que é tão comum e padronizado, exemplo: dialogar com seu chefe até que ele entenda que você está certo, isto se estiver certo, o que na maioria das vezes está. Não é?
A impressão que dá é que tudo está pronto, que não precisamos pensar em mais nada além daquilo que nos é oferecido como um padrão de vida. Mas e a inquietação que reside em nossas cabeças nos dizendo que ainda falta alguma coisa? A maioria das pessoas, pelo menos as que eu conheço, torna aliadas as suas vidas um princípio financeiro, o colocando em primeiro lugar. Tudo bem é bom ter dinheiro, ele facilita muitas coisas, o problema é a ambição que nos aliena ao consumismo exagerado.
Falei tanta coisa que perdi o foco. Por fim eu quis dizer que precisamos estar o tempo todo antenados com o que fazemos e pensamos, para o nosso próprio bem, porque do contrário seremos vítimas da manipulação maligna de alguns que justamente pensam e sabem o que fazem.